
Plataforma: Gamecube
Surgido em 1990 para o Super Nintendo, Fire Emblem é um verdadeiro marco, trata-se de um RPG tático que tem nessa a sua primeira versão ocidental para consoles de mesa, existem outras duas edições para Game Boy Advance, mas todas as outras são exclusividades dos japoneses.
Essa é a primeira vez que a série tem gráficos 3D, o resultado ficou bastante bom, com poucas partes serrilhadas perceptíveis. O som é orquestrado e te dá a sensação de estar numa aventura épica cheia de heroísmo. Os controles são simples e funcionais, é possível aproximar ou afastar a câmera em três posições e ainda girá-la em 45° para os dois lados, de modo que o jogador pode sempre ter a melhor visão possível do cenário. Os vídeos que ajudam a contar a estória são bonitos e mesclam o tipo de imagem visto em animes com personagens em 3D bem modelados.
A história, sempre muito importante num RPG, gira em torno de Crimea, um reino que foi tomado por Daein, cuja única sobrevivente é a princesa Elincia, esta, ao fugir se depara com os mercenários de Greil que a resgata e protege, eles resolvem levá-la para Galia, o reino vizinho, lar da tribo felina dos lazgul, lazgul são seres q parecem humanos, mas podem se transformar em animais. Mas acontece que os lazgul tinha sido escravizados pelos humanos anos atrás e, por mais que Galia e Crimea sejam aliados e tenham trabalhado ba
stante para acabar com as rixas entre as duas esécies, Galia resolve não entrar em guerra com Daein, deixando a princesa Elincia sozinha, apenas lhee dando uma quantia em dinheiro, Greil morre e então seu filho Ike, o principal personagem do jogo, assume o bando de mercenários, Elincia então contrata o bando para ajudá-la com a libertação de Crimea e a aventura realmente começa. A estória é tão envolvente, com cada personagem tão bem desenvolvido que você não vi querer perder nenhum.

É muito difícil achar algo para se reclamar em Fire Emblem: Path of Radiance, as únicas reclamações que eu faço é o fato de os pontos de experiência ganhos por cada personagem serem aleatórios, mas isso não chega a comprometer a jogabilidade, e as animações terem ficado muito simples para o potencial do Gamecube,as batalhas se dão em campos quadriculados e são por turnos, cada personagem tem suas características próprias, eles se movem distâncias diferentes e os diferentes tipos de armas seguem a lei pedra-tesoura-papel, tudo bem explicado por um tutorial de fácil compreensão. Existem diversos objetivos nas 29 missões, o jogador terá que, hora matar todos os inimigos, hora defender um local específico, ou então chegar a um local específico e tomar pose ou fugir, os humanos podem evoluir de classe, enquanto que os lazgul não. No game é possível comprar armas, achá-las ou forjá-las. Seu exército irá crescer conforme for avançando na aventura, agregando uma enorme diversidade de opções para as batalhas.
Ao terminar o jogo, um novo modo é destravado, onde o jogador terá que cumprir objetivos em mapas mas sem uma estória por trás, mais coisas podem ser destravadas ao conectar um GBA com o jogo Fire Emblem: Sacred Stones ao Gamecube.
Fire emblem: Path of Radiance conseguiu elevar o nível da franquia nessa primeira incursão ao universo 3D, com uma mecânica de jogo bem desenvolvida e um forte componente tático, o jogo vai agradar tanto a iniciantes quanto a veteranos. A história é envolvente e a personalidade dos personagens é bem desenvolvida. Este é sem dúvida o melhor RPG tático que existe e é altamente recomendado para quem quer um jogo inteligente com uma bela história.
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